sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Três anos de blog




Amigos e leitores queridos, quero dividir com vocês a imensa alegria que estou sentindo. Meu blog - Marcio Valley - Pra falar de tudo um pouco -, foi fundado em dezenove de outubro de 2010, portanto, há três anos.
Nesse momento, o blog conta com cento e oitenta e oito postagens e mais de onze mil acessos, o que significa, em média, pouco mais de cinco publicações por mês, com trezentos acessos no mesmo período. Em outras palavras, estou publicando, em média, um artigo novo a cada seis dias, com dez acessos por dia.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dividido



Nunca me tornarei meu sonho de ser
Nem encaixarei esse modelo que me dão,
Serei eterno no que sou,
Presa da própria alma, prisioneiro de meu coração.
Incapaz de mudar a importância que me dou
Deixando para trás
O que dói, o que me aperta,

domingo, 20 de outubro de 2013

A distribuição da riqueza




O planeta possui 7 bilhões de pessoas. Dados espantosos sobre a distribuição da riqueza:
1 - Qualquer pessoa que possua bens em valor total superior a R$ 8.600,00 (uma moto usada) possui mais riqueza do que 3 bilhões e 500 milhões de pessoas no mundo inteiro. Está na metade superior da posse de riquezas.
2- Quem possui bens em valor superior a 162 mil reais (uma casa simples em São Gonçalo, RJ) possui mais riqueza do que 6 bilhões e 300 milhões de pessoas. Pertence aos dez porcento mais ricos do mundo.
3- Quem tem bens em valor superior a um milhão e seiscentos mil reais (uma boa casa em Camboinhas, Niterói, RJ), possui mais riqueza do que 6 bilhões e 930 milhões de pessoas. Faz parte da fatia correspondente a um porcento da população mundial, mais rica do que os 99% restantes.
Conclusão: num planeta extremamente injusto, até as classe média e média alta são consideradas ricas. Apenas trinta e dois milhões de pessoas podem ser consideradas, de fato, ricas, sendo que 161 delas controlam cerca de 140 corporações que, por sua vez, dominam praticamente todo o sistema econômico e político do mundo. Esse é o sistema que defendemos com unhas e dentes?

Black blocks

















É difícil debater assuntos tão complexos como sobre os agora notórios black blocks em poucas palavras.
Os seres humanos alcançaram um tal grau de desenvolvimento do pensamento e da civilização que certos modelos de organização social há muito deveriam ter sido abandonados. Não mais é possível conviver com um sistema que permite a um pequeno grupo de pessoas acumular bilhões em dólares enquanto, simultaneamente, existe uma outra quantidade medida em bilhões, o de gente miserável passando fome ou à beira de.
Doze milhões e quinhentas mil pessoas morrem todos os anos de fome. São trinta e cinco mil por dia. Isso é produto direto do tipo de sistema econômico defendido por grande parte da população, inclusive pelos pobres. A presa (o povo) acostumou-se a defender o predador (os donos do poder). Nos últimos vinte anos, o capitalismo matou de fome mais pessoas do que todas as guerras do século XX somadas.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Força Fran!


Foi muito comentado o caso da menina Fran, de apenas dezenove anos, que teve um vídeo de uma relação sexual dela com o namorado, casado com outra pessoa, divulgado na internet. A divulgação do vídeo foi supostamente praticada pelo próprio namorado da menina. Na rede, foram muitos os comentários de apoio à Fran e muitos outros de repúdio ao comportamento dela. No vídeo, ela aparece praticando sexo oral no namorado e oferecendo-lhe sexo anal, com um gesto de "ok", que inclusive virou meme nas redes sociais.
Houve críticas ao caráter da menina e muitos consideraram que o comportamento dela é fruto da própria conduta das mulheres que realizam, por exemplo, as "marchas das vadias" ou erguem cartazes em prol da legalização da prostituição, nos quais se lê "sou puta mas sou feliz".

sábado, 5 de outubro de 2013

Processo civilizatório e os soluços da insensatez

Para as pessoas que possuem consciência política de fato,ou seja, que não se limitam a repetir bordões e aderir a linchamentos, mas estão verdadeiramente preocupadas em entender os meandros que conduzem o processo político mundial, Brasil no meio, a apresentar-se como se apresenta, recomendo a leitura desse excelente texto do jornalista, economista e músico Luis Nassif.

Basicamente, Nassif acredita que o Brasil está vivenciando um momento histórico de inclusão social, similar ao da libertação dos escravos e à conquista das sufragistas pelo direito de voto feminino, por exemplo. Nessas ocasiões, sempre insuflado pela mídia conservadora, que protege os interesses da porção mais rica da sociedade, o povo, notadamente a classe média, se divide entre os que aderem à inclusão social (os abolicionistas ou feministas, por exemplo) e os que preferem a manutenção do status quo anterior (os escravagistas ou sexistas).

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O capital, de Costa Gavras


Para aqueles que ingenuamente consideram que não mais existe o conflito capital x trabalho, o novo trabalho do cineasta francês Costa Gavras tem tudo para se tornar um balde de água fria.
Em "O Capital", Costa Gavras tece uma crítica ácida ao modelo de capitalismo vivenciado atualmente, que se tornou um mecanismo produtor de corrupção. Segundo o próprio cineasta, falando sobre o filme, o sistema financeiro tornou-se uma obscena estrutura de poder paralela e mais forte do que o sistema político-democrático. Hoje os bancos são mais fortes que os governos.
O filme é um alerta sobre o perigo que a acumulação de dinheiro pode trazer à sociedade, na medida em que o sistema financeiro não respeita qualquer princípio ético e nega-se a si qualquer responsabilidade moral na perseguição ao lucro e ao enriquecimento dos executivos e dos acionistas.