quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Daisy Marini, seu príncipes e suas ausências


Tempos atrás eu possuía um outro blog, chamado Marcio Comenta, que abandonei completamente. Como fiquei sabendo que ele será descontinuado a partir de 15 de novembro de 2011, quando todos os arquivos nele contidos serão eliminados, tentei salvar o máximo dos textos que lá escrevi. Estupidamente, não há backup. Meu arquivo era o próprio blog.
Postarei alguns deles aqui, como, aliás, já fiz com uns poucos, assim que lancei esse novo blog.
Nos que forem aproveitados, darei uma renovada, vestindo uma nouva roupagem nos textos antigos, mantendo, porém, sua essência.
Um dos arquivos já salvos é esse sobre a poesia de uma grande amiga, a poeta Daisy Marini. Ela também tinha um blog antigo, hospedado no mesmo local que o meu, cujo suave nome, ele próprio uma poesia, era “Canto das Palavras” (endereço na rede http://www.cantodaspalavras.blig.ig.com.br). O blog ainda permanece no ar (ao menos até o dia 15/11/2011, quando também será descontinuado), mas desde 2008 que, lamentavelmente, a Daisy nada mais publicou. Pena, pois a o blog era lindo, muito poético.
Confiram duas de suas maravilhosas poesias:
AUSÊNCIA
Quando quero falar comigo
Ás vezes não me encontro em casa.
Tiro férias de mim mesma
E saio tão apressada,
Mal tenho tempo de ser avisada
Evito as viagens longas
Que me ponham em perigo
Se gosto de ser andança
Gosto mais de ser abrigo.
Daisy Marini”

SOBRE PRÍNCIPES ENCANTADOS
Sou tão disciplinada de inventar amores
Quisera ter algum critério, inventar somente os amores possíveis
Mas não leio bula, não sigo bússola, ignoro receitas
Minha incompetência, neste caso, me salva da promiscuidade.
Daisy Marini”

Porém, se sinto a segurança desse ninho salvador
Donde essa ânsia de liberdade?
Como explicar essa pequena dor
Que a constância já me fez esquecer?
E faz de mim como fosse
Dessas ditas mulheres direitas,
Caseiras e conformadas que o Chico cantou
Mulheres de atenas sem outra razão de ser
Que não sou, que não serei
Que não tolerarei em mim
Jamais.
Essa última parte, sem aspas, é minha. Desculpe-me, Daisy, mas você é muito inspiradora e não pude resistir a dar um pitaco na sua poesia “Sobre príncipes encantados” (linda, por sinal). Ou não seria eu, o Marcio Valley, não é mesmo?

Bem, espero que a Daisy continue a escrever seus lindos poemas, assim divulgando a sua emoção, o seu sentimento e seu enorme talento.

Um comentário :

  1. Marcio, fiquei muito emocionada, de verdade, com sua homenagem, de uma generosidade so. Obrigada pelas belas palavras, amigo, que tanto peso tem, certamente por virem de vc, um mestre no manejo das palavras. Vc reclama que nao posto nada mais em meu blog ha bastante tempo mas tenho que confessar uma enorme preguica em continuar. No fundo, acho que nao faz a menor diferenca se publico alguma coisa ou nao, sabe como e? Quem dera a poesia tivesse um poder, de fato, transformador! Espero que vc, contudo, siga escrevendo sempre e cada vez mais, porque vc sabe faze-lo com grande habilidade e talento, o que, convenhamos, esta cada vez mais raro. Obrigada, novamente, pelo carinho! Agora que vc tb esta no Face, vamos manter contato. Abraco, Daisy
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